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Animais são criados a pasto para reproduzir as condições reais em cada propriedade
A facilidade de adaptação a diferentes níveis de tecnologia e mão de obra empregada nas propriedades somada a rusticidade e tolerância a temperaturas mais elevadas confere a raça uma ótima opção para o sistema de criação a pasto com pouca suplementação na época da seca.
ANIMAIS SÃO CRIADOS A PASTO PARA REPRODUZIR AS CONDIÇÕES REAIS EM CADA PROPRIEDADE
Até meados da década de 1990 o gir leiteiro sofria com uma série de entraves. De um lado, o criador enfrentava a concorrência dos criadores de gir para a produção de carne, até hoje reticentes à disseminação de animais para leite. Do outro, a implacável comparação com o gado holandês, extremamente produtivo, porém pouco adaptado ao clima brasileiro.
Em 1993, quando a Embrapa Gado de Leite concluiu um trabalho iniciado em 1985. No estudo, animais gir leiteiro foram profundamente avaliados e com os dados em mãos tornou-se possível comparar com outras raças. Diante dos números veio a confirmação: “Ali ficou provado que o gir leiteiro é capaz de gerar animais extremamente produtivos em relação à média brasileira e, acima de tudo, adaptados ao clima e às condições brasileiras”, explica o consultor Luiz Ronaldo de Oliveira. Pela primeira vez se teve resultados de touros provados, capazes de passar adiante uma série de características importantes de mneira direcionada nos acasalamentos. Entre elas, capacidade digestiva, formato dos úberes, fertilidade, habilidade materna, entre outros.
Rusticidade, Longevidade e Fertilidade a Pasto – Selecionado no Brasil e perfeitamente adaptado à ecologia tropical com extrema capacidade de auto-regulação do calor corporal, sua conformação muscular e esquelética, aprumos e pés fortes, hábito de pastejo, capacidade ruminal etc., são condições que lhe conferem grande resistência e adequação ao meio ambiente. Longevidade, fecundidade e precocidade são características evidentes Gir, virtudes nescessarimente aquiridas na evolução da raça em sua origem no sub continente Indiano, resultando ótima produção vitalícia e uma prole numerosa, que se inicia, normalmente, entre os 30 e 36 meses de idade (idade à 1ª cria), sendo que o pico de produção leiteira chega até os 10 anos, mantendo o mesmo nível, satisfatoriamente, até aos 15 anos de idade, evitando assim o descarte prematuro de matrizes e reprodutores, possibilitando ao criador um melhor ganho com a venda de animais e baixo índice de descarte ao ano.
A eficiência reprodutiva e produtiva do Gir é seu ponto forte (período de serviço curto, intervalo entre partos ideal e maior número de partos por vaca, aproveitamento do bezerro macho, bom desenvolvimento dos machos com boa qualidade de carcaça), tendo em vista que animal é tolerante ao clima e parasitos tropicais. A conformação anatômica do aparelho reprodutivo das matrizes Gir vem sendo ano pós ano melhoradas com a utilização de touros provados, corrigindo até os problemas que são notados em outras raças. Tanto novilhas como vacas, não apresentam problemas de parto. Essa constituição física garante, também, pleno sucesso com relação aos programas de Inseminação Artificial e Transferência de Embriões. Nos machos Gir, a temperatura do corpo está intimamente relacionada com a regulação da temperatura da bolsa escrotal (descida e subida) proporcionando, assim, uma maior produção de espermatozóides viáveis.
Na utilização do Gir em cruzamento com o Holandês, produz o Girolando, responsavél por 85 % do leite produzido no Brasil, é evidente a afinidade com o tipo de exploração, propriedades, mercado e o produtor nacional. Como o sistema de produção de leite é altamente influenciado por fatores “Extra Genéticos”, a prioridade dos produtores profissionais deve se fundamentar nos elementos reais de produtividade, ou seja, reduzir ao máximo o custo de produção e não aumentar o volume produzido a qualquer custo.
No Brasil, esse equacionamento só é possível com a utilização de raças que produzam em condições bastante satisfatórias sob partejo e consigam aproveitar muito bem as forragens de baixa qualidade.
